O ministro das Finanças do Irã, Ali Madanizadeh, descartou nesta segunda-feira (24) as novas medidas dos EUA, classificando-as como mais um “fracasso” e afirmando que Teerã já as havia previsto e dispõe de um plano de dois anos.
Ele disse que o governo compreende questões como “inflação”, “pressão cambial” e “escassez”, mas garantiu que o Irã não se limitaria apenas a se defender. “Sabemos como jogar esse jogo”, disse ele, acrescentando que a era unipolar chegou ao fim e que algumas grandes nações rejeitaram o plano.
Nesta segunda-feira, os EUA anunciaram a ampliação de sanções secundárias destinadas a “cortar todas as linhas de vida econômicas” que sustentam o Irã.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, descreveu a medida como um “Dia D econômico” e uma “ofensiva”, mas não quis citar os países-alvo nem estabelecer prazos. Os preços do petróleo recuaram após duas semanas de alta que antecederam o anúncio.
Washington tem pressionado a China, a maior compradora de petróleo iraniano, mesmo com a recente retomada de um bloqueio portuário que já reduziu o fluxo de exportações.
“Ninguém está fora do alcance das sanções dos EUA”, afirmou Bessent. Pequim rebateu, argumentando que táticas de pressão não ajudam.
O Tesouro informou ter mapeado as redes de receita do Irã e colocado cinco setores, ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo, sob alerta, juntamente com cerca de 60 entidades, indivíduos e embarcações.
