A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou, nesta segunda-feira (24) o registro do Elevidys (delandistrogene moxeparvovec), terapia gênica voltada ao tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD). Considerado um dos medicamentos mais caros do mundo, com custo estimado em R$ 20 milhões em dose única, o produto não era incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e vinha sendo obtido no País via judicialização.
Desenvolvida nos Estados Unidos pela farmacêutica Roche, o remédio, cujo princípio ativo é o delandistrogeno moxeparvoveque, consiste em uma única injeção que age como uma terapia genética - tratamento que visa corrigir genes.
A revogação do registro ocorreu a pedido da própria fabricante, que comercializava o produto no Brasil em parceria com a desenvolvedora norte-americana Sarepta Therapeutics.
O nome do medicamento ficou em entre termos mais buscados no Google Trends nesta segunda-feira, 24.
O cancelamento do registro foi feito, segundo a farmacêutica, porque, até este momento, os dados de eficácia e segurança apresentados até o momento não se mostraram suficientes para cumprir os requisitos regulatórios definitivos. A terapia possuía autorização condicional desde dezembro de 2024.
