O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a acessar provas obtidas pela Polícia Civil de São Paulo em uma investigação que envolve a Go Up Entertainment.
A empresa produziu o Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão, tomada na sexta-feira 21, permite que os elementos recolhidos pelos investigadores paulistas sejam usados no inquérito que apura a destinação de emendas parlamentares à produtora. Dino é o relator do caso no STF.
Em junho, a Polícia Civil cumpriu medidas em endereços ligados à Go Up e em uma secretaria da Prefeitura de São Paulo.
A operação investiga possíveis irregularidades em um contrato de R$ 100 milhões firmado entre a gestão do prefeito Ricardo Nunes e o Instituto Conhecer Brasil (ICB).
O acordo previa a oferta gratuita de internet a comunidades carentes.
Os investigadores apuram, contudo, se houve desvio de recursos e se parte do dinheiro chegou à equipe responsável por Dark Horse. O ICB é presidido por Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora.
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Emendas parlamentares e o Dark Horse
A PF pediu autorização para utilizar, na investigação conduzida no STF, todas as informações relacionadas às provas recolhidas pela Polícia Civil.
Entre os congressistas que apresentaram emendas investigadas estão os deputados federais Mario Frias (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS).
