Você já pensou que parte da explicação para a sua ansiedade poderia estar na sua genética? Um estudo recente da Universidade de Barcelona reforça que sim. Os pesquisadores identificaram uma rede de 19 genes que pode contribuir para maior vulnerabilidade à ansiedade, depressão, irritabilidade e neuroticismo, característica ligada a maior tendência a sentir preocupação, insegurança e emoções negativas diante do estresse.
Mas predisposição genética não significa estar condenado a ser ansioso. Ela ajuda a explicar por que algumas pessoas podem reagir com mais intensidade diante de situações parecidas. Duas pessoas podem enfrentar a mesma cobrança, o mesmo domingo e a mesma segunda-feira, mas não sentir o mesmo impacto. A predisposição não determina o desfecho, ela aumenta uma sensibilidade que, somada ao perfeccionismo, à tentativa de controle e ao ambiente, pode deixar o sistema de alerta mais fácil de ser acionado.
Você está voltando para casa depois de um almoço ensolarado e sua cabeça já traçou a rota para o trabalho. Começa uma dor no peito e vem a dúvida: será que comi alguma coisa que não caiu bem? O desconforto aumenta justamente enquanto a digestão vai chegando ao fim. De repente, você já está numa reunião que ainda nem aconteceu, os memes começaram a chegar no grupo de whatsapp do trabalho e a sua mente já despertou com um alarme que só vai tocar amanhã às 5h da manhã.
É a chamada ansiedade de domingo, conhecida também como Sunday Scaries.
