Completam-se nesta segunda (24) 20 anos desde quando Plutão foi “rebaixado” a planeta anão. A classificação foi o resultado de uma votação da União Astronômica Internacional (IAU), que repensou as diretrizes oficiais para a definição de corpos celestes.
O que acontece é que os astrônomos foram descobrindo novos objetos no Sistema Solar externo e, para completar, muitos deles tinham tamanho parecido com o de Plutão. Como a IAU é a responsável por tarefas como definir constantes fundamentais e nomenclaturas, nada mais justo do que a instituição decidir também a classificação de Plutão.
Para isso, a IAU organizou uma Assembleia Geral em Praga, na República Tcheca, onde os participantes estabeleceram alguns critérios para definir o que poderia ser considerado um planeta. No caso, o "rebaixamento" ocorreu porque Plutão não cumpre a terceira exigência aprovada pela IAU: a capacidade de “dominar” gravitacionalmente a vizinhança ao redor de sua própria órbita.
Plutão é planeta?
Como Plutão é muito pouco massivo, dificilmente conseguiria “limpar” sua órbita, o que fica ainda mais complicado por estar distante do Sol. Por isso a IAU encerrou o caso classificando Plutão como um planeta anão, mas também como um protótipo da nova categoria dos objetos transnetunianos.
Claro que a mudança não agradou a todos, é o caso de Alan Stern, cientista que foi o principal investigador da missão New Horizons.
