*Por Alex Tabor
O Pix revolucionou a forma como os brasileiros realizam pagamentos. A rapidez e a praticidade transformaram o meio de pagamento em um dos mais utilizados do país, mas também despertaram o interesse de criminosos, que passaram a desenvolver golpes cada vez mais sofisticados para explorar a confiança das pessoas.
O tamanho do problema já pode ser medido. Entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes envolvendo Pix ou boletos bancários, acumulando um prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O levantamento mostra que as fraudes atingem todas as faixas etárias. O perfil das vítimas também varia conforme o tipo de fraude: idosos costumam aparecer entre os alvos de golpes com boletos falsos, enquanto os mais jovens são mais frequentemente associados a fraudes relacionadas ao comércio eletrônico.
Mais do que explorar falhas tecnológicas, os fraudadores se especializaram em manipular o comportamento das vítimas. Eles constroem operações que aparentam ser legítimas, utilizam ferramentas profissionais e criam um ambiente de confiança suficiente para convencer alguém a realizar uma transferência via Pix.
Um dos golpes mais comuns da atualidade envolve a criação de lojas virtuais falsas.
