Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro fechou a sessão desta segunda-feira (24) em alta de 5,89%, cotado a US$ 3,41 por libra-peso.
Segundo a Barchart, os preços foram sustentados pelo ritmo mais lento da colheita no Brasil, que mantém a oferta mais restrita no mercado internacional. Dados da Cooxupé mostram que 81,1% da safra havia sido colhida até 14 de agosto, abaixo dos 86,1% registrados no mesmo período do ano passado.
A Safras & Mercado também apontou um ritmo mais lento, em que até 12 de agosto, 90% da safra brasileira de café 2026/27 estava concluída, ante 97% um ano antes e 94% na média dos últimos cinco anos. Entre os arábicas, a colheita alcançava 86%, contra 95% no ano passado.
Cacau
O contrato futuro de cacau para entrega em setembro fechou em queda de 1,47%, cotado a US$ 5.945 por tonelada.
O Barchart apontou que os preços foram pressionados por sinais de oferta mais abundante no mercado internacional. Na Nigéria, as exportações de cacau em grão cresceram 18% em julho, na comparação anual, para 16.052 toneladas, segundo dados divulgados pela Bloomberg. O país é o quinto maior produtor mundial da commodity.
Na Costa do Marfim, principal produtor global, os agricultores enviaram 2,11 milhões de toneladas de cacau aos portos desde o início do atual ano comercial, em 1º de outubro de 2025, até 2 de agosto. O volume representa alta de 20% em relação ao mesmo período da temporada anterior.
