A morte de Tupac Shakur voltou à mente de muitas pessoas nos últimos dias, enquanto um homem é julgado pelo assassinato do rapper e ator, quase três décadas depois de ele ter sido morto a tiros.
A atenção renovada também é um lembrete de que Shakur pensava frequentemente sobre a própria mortalidade, e dizia isso em voz alta, repetidas vezes.
Em uma famosa entrevista à revista Vibe, concedida no ano anterior à sua morte, aos 25 anos, Shakur disse ao jornalista Kevin Powell: “Eu não tenho medo da morte.”
“Meu único medo é voltar reencarnado”, disse ele na época. “Não estou tentando fazer as pessoas pensarem que estou aqui fingindo, mas minha vida inteira vai ser sobre salvar alguém. Eu tenho que representar a vida.”
No fim, ninguém conseguiu salvar Shakur, que morreu dias depois de uma rajada de tiros atingir o carro que ele e Marion “Suge” Knight, cofundador da Death Row Records, dirigiam perto da Las Vegas Strip, em 7 de setembro de 1996, após uma luta de Mike Tyson no MGM Grand.
Um julgamento que levou décadas para acontecer
Duane “Keffe D” Davis, 63, é agora julgado por supostamente ter planejado o assassinato. Os promotores não afirmam que ele tenha disparado os tiros, eles alegam que Davis organizou a emboscada de dentro de um Cadillac branco que emparelhou com a BMW de Shakur, em retaliação a uma agressão anterior contra seu sobrinho, Orlando Anderson, no MGM Grand, após a luta.
O caso depende em grande parte das próprias palavras de Davis.
