A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por prática de conduta vedada a agentes públicos durante a campanha eleitoral de 2026. O ministro André Mendonça será o relator.
A representação, obtida pelo Poder360, diz que Durigan estaria atuando como porta-voz econômico da candidatura de Lula ao mesmo tempo em que mantém o cargo de ministro da Fazenda. A campanha pede que a Justiça Eleitoral apure se a estrutura do governo federal foi usada para custear, organizar ou viabilizar compromissos eleitorais do ministro. Leia a íntegra da ação (PDF - 658 kB).
A ação cita os artigos 73, I, II e III, da Lei das Eleições, que tratam do uso de bens, materiais, serviços e servidores públicos em benefício de candidaturas. O documento afirma que a sobreposição entre a agenda oficial de Durigan e sua atuação eleitoral produz indícios que precisam ser esclarecidos.
O principal episódio apontado pela campanha foi registrado em 17 de agosto, em São Paulo.
Segundo a representação, Durigan participou da 27ª Conferência Anual do Santander. A petição afirma que parte da agenda foi descrita pela imprensa como uma atuação de Durigan para apresentar as diretrizes econômicas de um eventual 4º mandato de Lula.
