O desconforto ou a recusa ao toque físico, como o ato de abraçar, afeta diversas pessoas e é analisado pela psicologia por meio de fatores sociais, biológicos e emocionais. Embora a sociedade frequentemente associe o abraço ao afeto e à proximidade, psicólogos apontam que não gostar de abraço não configura necessariamente um problema patológico.
Na verdade, essa característica pode decorrer de padrões de criação na infância, diferenças culturais ou simplesmente preferências individuais que devem ser respeitadas.
A forma como um indivíduo lida com o contato físico na fase adulta possui forte relação com as experiências vividas nos primeiros anos de vida. De acordo com a psicóloga Dra. Suzanne Degges-White, crianças que crescem em famílias com pouca demonstração física de afeto tendem a reproduzir esse padrão quando adultas, apresentando maior propensão a evitar abraços.
Esse comportamento também encontra respaldo na teoria do apego, desenvolvida pelo psicanalista John Bowlby. Ambientes familiares com escasso contato físico podem propiciar o desenvolvimento de um apego inseguro. Esse estilo de apego faz com que o indivíduo associe o toque a experiências negativas ou sinta uma necessidade acentuada de independência emocional na maturidade.
Autoestima, espaço pessoal e higiene
Inseguranças individuais também desempenham um papel relevante na aversão ao toque.
