A gigante petroquímica Braskem entrou para a lista de empresas que pediram socorro aos credores e justiça para manter renegociar suas dívidas no ano de 2026.
Nesta segunda-feira (24), a empresa entrou com pedido de recuperação extrajudicial aprovado pelo seu Conselho de Administração.
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A companhia alega dívidas que somam R$ 56 bilhões, na conversão (US$ 10,9 bilhões) e adicionou que, assim que formalizados os documentos pertinentes, fará o protocolo do pedido.
A decisão anunciada hoje foi pressionada por um momento econômico desafiador.
O setor petroquímico enfrenta excesso de oferta global, margens menores e demanda fraca. Na Braskem, o custo dos produtos vendidos chegou a consumir cerca de 96% da receita líquida.
Em Alagoas, o afundamento do solo associado à exploração de sal-gema gerou um passivo bilionário e, em junho, a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal no caso. As ações da Braskem caíram quase 15% naquele pregão.
Além disso, a estrutura de capital também aumentou a pressão sobre o caixa, o que pode ter estimulado a necessidade de um plano de reestruturação.
A Braskem, no entanto, não é a única empresa que pediu por recuperação.
