A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) pediu à Justiça de São Paulo que mantenha nas redes sociais um vídeo que associa Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, às fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os advogados do candidato à Presidência afirmam que a publicação é uma sátira política e destaca o uso de inteligência artificial.
O pedido da defesa de Flávio foi apresentado em resposta à ação movida por Lulinha. O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pede a retirada do conteúdo do X e do Instagram, além de uma indenização de R$ 10 mil por danos morais. Também pretende impedir que Flávio republique o vídeo ou repita a acusação de participação direta nas fraudes.
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O vídeo, publicado em julho, mostra Flávio como piloto de uma aeronave militar em uma missão fictícia para localizar Lulinha. A narração apresenta o filho de Lula como “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”.
A defesa de Lulinha sustenta que a publicação ultrapassou os limites da crítica. Segundo os advogados, na época mencionada na ação, não havia investigação, indiciamento nem denúncia que atribuísse a Lulinha participação direta nos descontos indevidos do INSS. A defesa de Flávio reconhece, contudo, que o nome do filho do presidente apareceu em uma apuração relacionada à Operação Sem Desconto.
