O termo hobossexual, uma junção da palavra em inglês “hobo”, utilizada para definir quem não tem casa fixa, com “sexual”, tem ganhado destaque em discussões sobre comportamento social para descrever indivíduos que iniciam ou mantêm relacionamentos afetivos motivados, principalmente, pela busca de moradia gratuita, ajuda no pagamento de contas ou outras vantagens materiais.
Psicólogos alertam como a busca por um teto tem se tornado um fator decisivo na dinâmica das relações amorosas.
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O interesse por trás da convivência
Diferente do que a nomenclatura pode sugerir, o hobossexualismo não constitui uma orientação sexual real ou um diagnóstico médico, funcionando apenas como uma gíria de comportamento para descrever relações baseadas na conveniência.
Uma das possibilidades apontadas é a teoria da troca social, que propõe que todas as interações humanas e relacionamentos são formados, mantidos ou rompidos com base em uma análise subjetiva de custo-benefício.
Sob essa perspectiva, os indivíduos se comportam de forma a maximizar as recompensas recebidas e minimizar as desvantagens ou custos incorridos. Especialistas destacam os sinais que explicitam um traço de personalidade inclinada ao oportunismo e o desvio de responsabilidades.
