Constituir uma carteira de investimentos diversificada é uma das principais estratégias para reduzir a dependência do desempenho de um único ativo. Ao distribuir os recursos entre diferentes classes e setores, o investidor consegue combinar fontes de risco e retorno, buscando uma trajetória mais equilibrada para o patrimônio.
Diversificar, porém, não significa ter muitos investimentos. Uma carteira com dezenas de ativos pode continuar concentrada se todos estiverem expostos aos mesmos fatores de risco. Da mesma forma, uma estratégia bem estruturada não precisa ser modificada a cada mudança na Bolsa, no câmbio ou na taxa Selic.
Para a gerente de Estratégia de Investimentos do Inter, Daniela Barreto, a revisão da carteira deve estar associada a mudanças relevantes no cenário econômico, nos objetivos ou no perfil do investidor; e não apenas à ansiedade provocada pelas oscilações de curto prazo.
O que é uma carteira diversificada
Uma carteira diversificada distribui o patrimônio entre diferentes classes de ativos, setores e regiões. A lógica é evitar que os resultados financeiros dependam excessivamente de uma única aplicação ou de um único cenário econômico.
A diversificação funciona especialmente quando os investimentos apresentam diferentes comportamentos diante das mesmas condições de mercado. Se determinado ativo sofre uma queda, outro pode apresentar desempenho positivo ou sofrer um impacto menor.
