A AMC (Associação de Minerais Críticos) propôs aos candidatos à Presidência da República a criação de hubs de refino no Brasil como parte de uma agenda para ampliar o processamento e a industrialização de minerais críticos no país.
A proposta integra um caderno elaborado pela entidade e direcionado a candidatos nas próximas eleições, formuladores de políticas públicas e lideranças institucionais. Criada em novembro de 2025, a AMC reúne atualmente mais de 30 empresas do setor.
Segundo o documento, os hubs seriam zonas especiais voltadas à agregação de valor e ao adensamento das cadeias produtivas, combinando políticas fiscais, infraestrutura e desenvolvimento tecnológico em regiões ou para substâncias minerais específicas.
A ideia é atacar um dos principais gargalos identificados pela associação. Apesar de o Brasil possuir reservas relevantes de minerais críticos e uma indústria de extração consolidada, poucas cadeias avançam no país para as etapas de separação, refino e metalurgia, conhecidas como midstream.
É justamente nessa fase que minérios e concentrados são transformados em produtos intermediários, como óxidos, carbonatos, hidróxidos e ligas, utilizados posteriormente na fabricação de baterias, ímãs permanentes, componentes de defesa e outros produtos de maior intensidade tecnológica.
A entidade defende que a verticalização não seja feita de maneira indiscriminada.
