Em 22 de julho, Elon Musk publicou no X uma frase curta sobre o atual estágio da inteligência artificial: “Estamos na singularidade”. Três dias depois, Sam Altman, CEO da OpenAI, fez uma afirmação semelhante durante participação no podcast Relentless: “Estamos, tipo, na singularidade”. Na sequência, completou: “Este é o momento”.
As declarações reacenderam uma discussão que existe há décadas, mas que ganhou novos contornos com o avanço recente dos sistemas de IA. Antes de saber se Musk e Altman estão certos, porém, é preciso responder a uma pergunta mais básica: o que significa chegar à singularidade?
Não há uma definição única e consensual para o termo. Dependendo da interpretação, ele pode se referir à superação ampla da inteligência humana pelas máquinas, a um ciclo acelerado de autoaperfeiçoamento da IA ou até a um ponto de não retorno na relação entre sociedade e tecnologia.
É essa diferença que torna difícil determinar se a singularidade já começou. O debate passa pelo que as capacidades atuais dos sistemas de IA representam e por quais critérios seriam necessários para caracterizar uma mudança na própria dinâmica do desenvolvimento da tecnologia.
De onde veio a ideia de singularidade?
Uma das raízes da ideia de uma possível explosão de inteligência está no trabalho do matemático britânico I. J. Good. Em 1965, ele descreveu uma “máquina ultrainteligente” capaz de superar as atividades intelectuais humanas.
