Aumentar o preço da assinatura já foi uma estratégia quase automática dos streamings, mas parece que essa era está mudando. Um novo levantamento da consultoria Ampere Analysis mostra que gigantes como Netflix, Disney+ e Amazon estão pisando no freio quando o assunto é reajuste de mensalidade.
O motivo é simples: os consumidores estão cada vez mais perto do limite do que estão dispostos a pagar por entretenimento digital, e as empresas sabem disso.
Entenda o que os números revelam e por que essa mudança de estratégia pode impactar diretamente o seu bolso.
O que os dados da Ampere mostram sobre os streamings
Segundo o relatório, o aumento médio de preço por assinatura caiu de 24% no período 2023/24 para 14% em 2025/26. Em valores absolutos, a alta ainda cresceu, mas de forma bem mais modesta: de 1,67 dólar para 1,54 dólar mensais na média global.
Outro dado interessante é a diferença entre os planos com e sem anúncios. Os planos livres de publicidade tiveram aumentos maiores (1,61 dólar) do que os planos com anúncios (1,21 dólar), ampliando a distância de preço entre as duas opções.
Por que os streamings estão mais cautelosos
A Ampere aponta que, com o mercado de streaming cada vez mais maduro, competitivo e saturado, as plataformas estão se aproximando do limite de tolerância dos consumidores. Isso significa menos espaço para reajustes agressivos no futuro, já que o público tem mais opções à disposição e está mais seletivo com os gastos.
