A Shein pretende levantar até US$ 1,8 bilhão em uma IPO (oferta pública inicial) em Hong Kong, que avalia a varejista de moda rápida em cerca de 70% abaixo de seu pico no mercado privado há quatro anos, com uma perspectiva de crescimento mais lento que deve afetar a demanda dos investidores.
A tão aguardada IPO em Hong Kong acontece depois que a Shein, conhecida por vender vestidos de US$ 5 e calças jeans de US$ 10 para compradores em cerca de 160 países, abandonou os planos de abrir capital em Nova York e Londres nos últimos quatro anos.
Na segunda-feira (24), a Shein iniciou o processo de venda de 280 milhões de ações a um preço entre HK$ 47,60 e HK$ 49,50 por ação, conforme mostram os documentos da empresa, arrecadando até HK$ 13,86 bilhões (US$ 1,77 bilhão) e avaliando a empresa em cerca de US$ 27 bilhões no limite superior dessa faixa de preço.
A queda acentuada na avaliação ocorre em um momento em que tarifas, a intensificação da concorrência de rivais como a Temu (de propriedade da PDD) e o aumento dos custos obscurecem as perspectivas da Shein.
A Shein foi avaliada em US$ 64 bilhões em 2023 e abril de 2024. A Reuters noticiou com exclusividade na semana passada que o IPO avaliaria a empresa em cerca de um quarto dos US$ 100 bilhões que valia em 2022.
Mesmo após o corte drástico, analistas afirmaram que as crescentes dificuldades em seus principais mercados, os Estados Unidos e a Europa, afetariam a captação de recursos da empresa.
