A infecção provocada pela ameba microscópica Naegleria fowleri, conhecida popularmente como “ameba comedora de cérebro”, causou a morte de uma criança de oito anos em Ruston, no norte da Louisiana (EUA), durante o último fim de semana.
O parasita de vida livre, que habita ambientes de água doce e quente como lagos e rios, infiltra-se no organismo humano exclusivamente quando a água contaminada entra com força pelas vias nasais.
De acordo com os familiares da criança morta na Louisiana e de autoridades de saúde da região, a infecção teria sido contraída enquanto a menina nadava em um lago próximo à sua casa.
Uma vez no nariz após contato com a água, a ameba migra para o cérebro, onde causa a meningoencefalite amebiana primária (MAP), uma infecção neurológica destrutiva que, embora extremamente rara, possui taxa de letalidade próxima a 100%.
Diferente de outros parasitas aquáticos, a Naegleria fowleri não causa infecção se for ingerida pela boca e não é transmitida de pessoa para pessoa.
O contágio ocorre estritamente durante atividades recreativas aquáticas, como mergulhar, nadar ou pular em águas doces mornas, especialmente no verão. O impacto físico da entrada da água sob pressão pelo nariz facilita a migração do micro-organismo até o sistema nervoso central.
Sintomas iniciais e evolução rápida
O maior desafio médico no tratamento da infecção reside na rapidez de sua progressão.
