A Alibaba registrou lucro líquido de 10,4 bilhões de yuans (US$ 1,5 bilhão) no 2º trimestre de 2026, queda de 75% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi pressionado pela retração do comércio eletrônico e pelo aumento dos investimentos em inteligência artificial.
A receita do grupo somou 269 bilhões de yuans no período de abril a junho, alta de 9% na comparação anual, segundo o balanço financeiro da companhia.
O diretor financeiro da Alibaba, Toby Xu, afirmou que o crescimento da receita foi impulsionado principalmente pelos negócios de computação em nuvem e de entregas rápidas. Já a redução do lucro decorreu sobretudo do aumento dos investimentos em tecnologia.
Os gastos de capital da companhia somaram 67,7 bilhões de yuans no trimestre, avanço de 75% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a Alibaba, o aumento se deve, entre outros fatores, à expansão da capacidade computacional para atender à crescente adoção de agentes de IA e ao encarecimento de componentes de chips.
Os investimentos em infraestrutura de nuvem também pressionaram a geração de caixa. O fluxo de caixa livre ficou negativo em 44,7 bilhões de yuans, ante saída de 18,8 bilhões de yuans um ano antes. Foi o 2º trimestre consecutivo de fluxo negativo e o 11º seguido de queda na comparação anual.
E-COMMERCE RECUA
O principal negócio da Alibaba registrou retração tanto na China quanto no mercado internacional.
