Ladrões de obras de arte na Europa estão cometendo roubos cada vez mais violentos, com foco em ouro e joias, e as quadrilhas especializadas foram substituídas por grupos oportunistas improvisados, recrutados por meio das redes sociais, informou a Europol nesta segunda-feira (24).
O assalto ao Museu do Louvre, em Paris, em outubro do ano passado, foi um exemplo dessas mudanças, disse a Europol, depois que os bandidos ameaçaram guardas e visitantes e roubaram joias no valor de 88 milhões de euros, como a tiara da imperatriz Eugênia.
Nos últimos dois anos, os ladrões de obras de arte voltaram sua atenção para metais preciosos, joias e artefatos culturais que oferecem lucros maiores, afirmou a agência de aplicação da lei da União Europeia em um relatório.
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O preço do ouro subiu 85% nos últimos dois anos, à medida que investidores e bancos centrais recorrem ao metal como um porto seguro.
A London Bullion Market Association, que supervisiona o centro de negociação de ouro no mercado de balcão de Londres, alertou que “conforme os preços do ouro atingem níveis históricos, os fluxos ilícitos e as distorções de mercado também estão aumentando”.
A Europol afirmou: “os criminosos estão invadindo instalações e vitrines usando ferramentas como marretas, machados, pés-de-cabra e, em alguns casos, explosivos”.
