Quem tem cachorro provavelmente não precisava de um estudo científico para saber que eles fazem bem para a gente. Mas agora temos dados bem interessantes mostrando que nossa relação com eles pode ir além do amor incondicional.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2019, em um periódico científico da American Heart Association, reuniu dez estudos, com mais de 3,8 milhões de participantes, acompanhados pelos pesquisadores por um tempo médio superior a dez anos. O resultado chama atenção: ter um cãozinho esteve associado a um risco 24% menor de morte por todas as causas e 31% menor de morte cardiovascular.
É importante fazer uma ressalva: estamos falando de estudos observacionais. Ou seja, eles mostram uma associação, mas não conseguem provar que ter um cachorro, sozinho, seja a causa de uma vida mais longa. Mesmo assim, os dados são bem interessantes para nós, que amamos de paixão nossos doguinhos.
Outro grande estudo, realizado na Suécia e publicado em 2017, acompanhou mais de 3,4 milhões de pessoas por até 12 anos. Entre as pessoas que moravam sozinhas, ter um cachorro esteve associado a um risco 33% menor de morte por qualquer causa e 36% menor de morte cardiovascular.
E por que isso aconteceria? Existem algumas explicações bastante plausíveis. A primeira é bastante simples: movimento.
Quem tem cachorro precisa levantar, sair de casa, levar o bichinho para passear e, eventualmente, caminhar.
