O milho segue em alta no mercado brasileiro, mesmo com o avanço da colheita da segunda safra. De acordo com o Cepea, o movimento é sustentado tanto pelo cenário internacional quanto pelas preocupações relacionadas à oferta do cereal nos próximos meses.
Nesse ambiente, produtores diminuíram o interesse em negociar volumes no mercado spot, para entrega futura e também destinados à exportação. No mercado internacional, expectativas de redução na produtividade das lavouras dos Estados Unidos impulsionaram as cotações, diante da possibilidade de menor oferta global.
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As perspectivas menos favoráveis para a produção na União Europeia e as incertezas relacionadas ao conflito no Mar Negro também contribuem para dar suporte aos preços futuros do milho.
Segundo pesquisadores do Cepea, a cautela dos vendedores está relacionada às preocupações com a disponibilidade do cereal nas próximas semanas e à expectativa de novas altas. Com isso, os produtores têm restringido o volume colocado à venda.
Do lado comprador, há necessidade de elevar os valores oferecidos para garantir novas cargas e recompor os estoques.
Fechamento
O Indicador do Milho Esalq/BM&FBovespa, referente à praça de Campinas (SP), fechou a sexta-feira (21) em R$ 67,90 por saca de 60 quilos, com alta de 0,24% no dia.
No acumulado de agosto, a valorização chega a 4,06%.
