Flávio Dino, numa das reuniões secretas da Corte, declarou-se integrante do “STF Futebol Clube”. Pode-se dizer que, nesse time, que joga contra o Brasil e contra a democracia, Alexandre de Moraes é o artilheiro, o jogador mais caro.
Mas, nesta semana, suas bolas-fora foram definitivamente expostas: três gols contra consecutivos que facultariam ao ministro pedir música no Fantástico e fizeram a Corte passar uma vergonha danada.
O primeiro deles foi contra a liberdade de imprensa. Moraes afirmou haver “indícios concretos” de que o jornalista Luís Pablo teria perseguido Flávio Dino. Com essa premissa, determinou buscas contra fontes do jornalista, atingindo a garantia constitucional do sigilo da fonte.
Quando o relatório da Polícia Federal foi revelado pela imprensa, estava claro que não havia elementos que demonstrassem o crime de perseguição. Ou Moraes não leu o relatório, ou não o entendeu, ou atribuiu ao documento uma conclusão que ele não contém. Em qualquer caso, algo grave para um ministro que possui diploma em Direito.
O segundo gol contra veio dos Estados Unidos. Em processo movido por Filipe Martins, o Judiciário norte-americano afirmou formalmente que era falso o registro migratório segundo o qual Martins teria entrado nos EUA. Foi esse dado que Moraes usou para justificar sua prisão preventiva.
Não é uma opinião dos EUA, mas uma confirmação, uma conclusão técnica do judiciário daquele país. Moraes privou um homem de sua liberdade amparado numa informação falsa.
