Ao analisarmos a evolução dos computadores pessoais nas últimas décadas, vemos que ela foi pautada por ganhos de velocidade, gráficos mais avançados nos games, telas melhores e maior autonomia de bateria para notebooks. Agora, uma nova transformação começa a mudar não apenas o desempenho dos PCs, mas a própria maneira como interagimos com eles: a inteligência artificial está deixando de ser apenas um recurso de software para se tornar parte central da arquitetura do computador.
Segundo o instituto de pesquisas Mordor Intelligence, o mercado dos chamados AI PCs deve saltar de US$ 14,5 bilhões em 2026 para US$ 26,5 bilhões em 2031, com taxa de crescimento anual composta de 12,7% nesse período, o que mostra o apetite do setor.
A próxima onda de PCs com IA promete levar esse conceito além. Em vez de simplesmente abrir aplicativos, responder a comandos ou gerar conteúdo a partir de uma solicitação, os computadores começam a ser preparados para trabalhar como verdadeiros agentes pessoais, capazes de executar tarefas, interagir com diferentes aplicações e processar informações diretamente no dispositivo.
Processamento local em alta
Um dos exemplos mais recentes dessa tendência é o NVIDIA RTX Spark, uma nova plataforma desenvolvida para PCs com Windows 11 e voltada especialmente para aplicações de inteligência artificial local.
