O ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira, chegou a ser considerado fora do 1º escalão do governo antes do início da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A saída, no entanto, não se confirmou. O presidente quer ele na pasta, mesmo com o ministro cada vez mais envolvido na estrutura da campanha à reeleição.
Enquanto ocupa a Secom, Sidônio também virou presença fixa no QG petista montado no Lago Sul, em Brasília. Lá a campanha grava material para abastecer as redes sociais e, a partir de 28 de agosto, o horário eleitoral gratuito.
Ele não só participa das gravações, como também opina sobre a estratégia da campanha e ajuda a definir o que Lula deve falar. Foi o que aconteceu no vídeo mais recente, em que o presidente defendeu o fim da “taxa das blusinhas” como uma questão de justiça. Sidônio também replicou o vídeo nas próprias redes sociais.
O Poder360 consultou os registros oficiais de compromissos do ministro e verificou que, em pelo menos 2 dias de gravação, a agenda pública dele como ministro não informava onde ele estava.
Sidônio divulga poucas vezes a agenda do dia. De 4 a 18 de agosto, a agenda pública do ministro soma só 7 compromissos. Quase todos são reuniões de uma hora ou menos. Nos dias 13 e 14, quando Lula passou o dia gravando vídeos no QG, a agenda de Sidônio não divulgou a atividade. O trabalho continuou no dia seguinte e resultou em inserções de até 30 segundos nos vídeos eleitorais do PT.
