Um projeto piloto de R$ 1 milhão testa pela primeira vez no Brasil o uso de gás natural na secagem do café como alternativa à secagem em fornalha, com lenha e a outras biomassas tradicionalmente utilizadas nas propriedades rurais. Realizado inicialmente em uma fazenda de conilon no Espírito Santo, o teste quer medir desde custos e eficiência operacional até impactos sobre qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade dos grãos.
A experiência começou durante a safra deste ano na Fazenda Chapadão, em Linhares, no norte capixaba, propriedade do cafeicultor Eduardo Bortolini. A expectativa é que o modelo seja ampliado para outras propriedades a partir da próxima safra, embora os milhares de dados coletados nesta primeira etapa ainda estejam em análise.
O projeto-piloto recebeu o primeiro R$ 1 milhão para ser implementado na primeira etapa dos testes. De acordo com Fabio Lancelotti, diretor técnico comercial da ES Gás, no caso da fornalha, o cafeicultor fica dependente de mais funcionários dedicados ao acompanhamento da queima, além de depender da logística de entrega e reposição da lenha.
A ES Gás é a concessionária responsável por distribuir gás natural canalizado no Espírito Santo e uma das controladoras da pesquisa e desenvolvimento do piloto, que funcionou com três queimadores diferentes a fim de provar equipamentos e configurações distintas durante a safra.
