Hoje, é difícil encontrar quem não tenha ouvido falar em ChatGPT. O chatbot da OpenAI chegou ao cotidiano de milhões de pessoas, dividindo espaço com ferramentas de empresas como Google, Microsoft, Meta e Anthropic. Para muita gente, conversar com uma inteligência artificial para pesquisar informações, escrever textos, programar ou criar imagens já faz parte da rotina. No início de 2023, porém, explicar o que era o ChatGPT ainda era uma das tarefas da imprensa de tecnologia.
Em janeiro daquele ano, o Olhar Digital publicou um guia para responder justamente a essas perguntas. “O que é ChatGPT e como acessar a inteligência artificial em português” explicava o que era um modelo de linguagem, como funcionava e quais eram suas limitações. Naquele momento, o texto precisava apresentar uma tecnologia que ainda era novidade para boa parte do público, e explicar que o serviço podia gerar textos, mas também poderia produzir informações incorretas e conteúdo enviesado.
Mas a história que levou até o ChatGPT havia começado alguns anos antes. Em 2019, o Olhar Digital já acompanhava o GPT-2, então descrito como um sistema capaz de produzir textos convincentes a ponto de levantar preocupações sobre desinformação, spam e outros usos maliciosos. Em 2020, a chegada do GPT-3 ampliou ainda mais essa discussão: o modelo tinha 175 bilhões de parâmetros e conseguia produzir textos sobre diferentes assuntos a partir de poucas amostras.
