O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a dizer que seu filho Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, deve explicar a atuação suspeita, e acrescentou que não vai interferir na Polícia Federal ou nas investigações.
“Meu filho sabe que, se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, disse em entrevista à Record neste domingo (23.ago.2026).
A Polícia Federal investiga a relação da lobista Roberta Luchsinger com o então chefe de gabinete da Presidência da República, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e o filho mais velho de Lula para buscar possíveis contratações e acesso junto ao governo federal. O Poder360 antecipou a informação de que Marcola estava entre os alvos de investigação por possível tráfico de influência.
Durante a entrevista, Lula também afirmou que há “muitas ilações” diante de vazamentos das investigações envolvendo seu filho e Marcola. “Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado”, disse. “Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está [acima da lei] se cometer erro”, acrescentou.
“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente. Se isso acontecer, eles serão perdoados.
