A convite da Triumph, fui ao Festival Interlagos acompanhar de perto as novidades da marca. Mas, andando pelo evento, uma coisa acabou me chamando mais atenção do que potência, cilindrada ou design: a quantidade de tecnologia que está chegando às motocicletas e, principalmente, a velocidade com que recursos antes restritos a modelos muito caros estão começando a se tornar normais.
E aqui vale um contexto: além de estar sempre por aqui falando sobre tecnologia e o mundo automotivo, eu piloto muito. Muito mesmo. Moto faz parte do meu dia a dia, estou sempre na estrada, de vez em quando na pista e, sempre que posso, em cima de duas rodas.
Então, quando vejo esse tipo de evolução acontecendo, não olho só com a curiosidade de quem gosta de tecnologia, mas também como motociclista, pensando no quanto tudo isso muda a nossa vida em cima da moto.
E não estou falando apenas de uma tela TFT bonita ou de conectar o celular à moto. Estamos falando de IMU, a Unidade de Medição Inercial, um conjunto de sensores capaz de identificar os movimentos da motocicleta e parâmetros como sua inclinação. Com essas informações, sistemas como ABS e controle de tração podem atuar levando em consideração a dinâmica da moto em uma curva.
Além dela, radares, controle de cruzeiro adaptativo, suspensões eletrônicas, diferentes soluções de transmissão e quickshifter mostram como a tecnologia está mudando a forma como interagimos com uma motocicleta.
