Araras, papagaios, periquitos e cacatuas fazem parte do grupo dos psitacídeos, conhecido pela elevada capacidade de aprendizagem, memória e associação. Algumas dessas aves conseguem estabelecer associações entre vocalizações a objetos, cores, formas, quantidades ou situações, mas isso não significa, necessariamente, que compreendam essas vocalizações da mesma forma que os seres humanos compreendem a linguagem.
Segundo a bióloga e mestre em Botânica Joana Corbellini, não há evidências de que uma arara tenha consciência de sua própria identidade nos mesmos moldes da consciência humana. Quando uma ave parece corrigir alguém que a chama de “papagaio”, por exemplo, o comportamento pode estar relacionado à sua capacidade de aprender e associar determinadas palavras a situações específicas.
Ao contrário dos seres humanos, que produzem a voz principalmente por meio das pregas vocais, as aves utilizam uma estrutura chamada siringe, localizada na bifurcação da traqueia, onde ela se divide em dois brônquios. Nos psitacídeos, movimentos precisos do bico, da língua e de outras estruturas envolvidas na vocalização permitem modificar os sons e reproduzir padrões semelhantes aos da fala humana, incluindo ritmo e variações de frequência.
Por que algumas parecem “conversar” com seus tutores?
A explicação também passa pela vida social desses animais. Na natureza, araras e papagaios utilizam vocalizações para manter contato e interagir com outros indivíduos.
