O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a continuidade da investigação que mira o seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em entrevista à Record TV, o petista afirmou que o filho terá que provar sua inocência.
“Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. Não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Investigue-se”, disse.
Lulinha é alvo de três inquéritos. As apurações miram o suposto tráfico de influência e corrupção em prol de empresas junto ao governo federal.
“Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está impune se cometeu erro. Meu filho sabe que se ele cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou inocentado. Ele tem que provar a inocência dele”, declarou.
A entrevista foi gravada na manhã deste domingo no Palácio da Alvorada e será exibida, segundo a Record, dentro do Domingo Espetacular, que vai ao ar a partir das 20h30. O horário coincide com o debate com presidenciáveis na TV Band.
Lula, assim com Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) avisaram que não devem participar do programa que marca a largada do formato nestas eleições.
Caso Lulinha
As investigações sobre Luilinha foram autorizadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a partir do fim de julho. O ministro André Mendonça é o relator de duas delas e o ministro Flávio Dino, da terceira.
