Investir em uma empresa antes de ela chegar à bolsa de valores pode ampliar as possibilidades de uma carteira, mas também envolve riscos maiores e menor liquidez.
Essa é a proposta dos fundos de private equity, que direcionam recursos para companhias de capital fechado com potencial de crescimento.
Diferentemente da compra de ações negociadas na bolsa, o investidor não adquire diretamente papéis de empresas listadas. Por meio do fundo, os recursos são aplicados em companhias que já possuem operações consolidadas, mas que ainda apresentam espaço para expandir os negócios e aumentar de valor.
O tema foi destaque no quadro “Papo de Investidor”, apresentado por Marilia Fontes no Resenha do Dinheiro desta semana.
Segundo Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, uma das características desse tipo de fundo é o horizonte de investimento.
“Os recursos podem permanecer aplicados por cerca de cinco a dez anos, até que o gestor encontre uma oportunidade de saída, como a venda da participação para outra empresa ou a abertura de capital por meio de um IPO”, afirma Marilia.
A expectativa é que esse processo aumente o valor da empresa ao longo do tempo e, consequentemente, gere retorno para os cotistas no momento da saída.
Porém, o potencial de retorno vem acompanhado de riscos que precisam ser considerados antes da aplicação.
