A família da empresária Andreia Vieira apresentou ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) uma representação criminal com pedido de instauração de Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar as circunstâncias da morte da mulher, ocorrida na madrugada de 12 de agosto, em Goiânia.
O documento também pede a preservação urgente de provas e reúne prontuários médicos, exames realizados no exterior, registros hospitalares, vídeos e uma gravação de áudio feita durante a emergência. Segundo a representação, os elementos reunidos apontariam, em tese, para possível violação do dever objetivo de cuidado, eventual omissão no atendimento e possível relação entre a assistência médico-hospitalar prestada e a morte.
A própria peça ressalta que a representação não pretende antecipar um juízo de culpabilidade e que os pontos levantados precisam ser submetidos a apuração pericial e testemunhal.
Segundo a cronologia apresentada pela defesa, Andreia foi admitida no hospital em 11 de agosto para realizar uma série de procedimentos de cirurgia plástica. Entre eles estavam ritidoplastia facial profunda, frontoplastia com redução de testa, mentoplastia óssea e blefaroplastia superior, combinadas a lipoaspiração e enxertia.
De acordo com a representação, os procedimentos foram realizados sob anestesia geral, entre 7h45 e 16h20, com indução anestésica às 8h10. A cirurgia, portanto, durou mais de oito horas.
