Todos querem encontrar feijão de qualidade e a preço acessível. Mas poucos se perguntam se o produtor terá segurança para plantar a próxima safra.
Essa questão deveria estar no centro da agenda do próximo governo. Produzido em grande parte por pequenos e médios agricultores, o feijão está presente nas regiões, mas quem o cultiva enfrenta custos elevados, riscos climáticos, oscilações de preços e margens apertadas.
O Brasil precisa de uma política nacional para o feijão, com continuidade e visão de longo prazo, integrando crédito, seguro, pesquisa, assistência técnica, armazenagem, inteligência de mercado, compras públicas, consumo e abertura de mercados. Afinal, sem segurança para quem planta, não existe segurança alimentar para quem consome.
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O produtor assume o risco, mas não controla o preço Os custos de produção permanecem elevados. Ao mesmo tempo, o feijão é sensível tanto à seca quanto ao excesso de chuva, especialmente durante a colheita.
Um dos maiores gargalos está na falta de previsibilidade comercial. O agricultor decide plantar sem saber qual será o preço na colheita. Quando há redução da oferta, os preços podem subir, mas quem perdeu produção não possui volume para aproveitar a valorização. Quando há boa safra, os preços podem cair rapidamente e comprometer a renda.
A falta de armazenagem agrava o problema.
