As missões da NASA, Venera 13 e 14 foram lançadas em outubro de 1981 com duas sondas viajando até Vénus. O objetivo era libertar robôs na superfície do planeta em março de 1982 para que as naves principais continuassem a viajar pelo espaço e enviar dados científicos para a Terra.
Cada espaçonave Venera carregava suas respectivas sondas, dedicadas a explosões de raios gama.
A primeira sonda era o SIGNE 2, que mantinha um sistema com dois detectores apontados para diferentes direções, capazes de cobrir e monitorar todo o céu. A outra sonda era o KONUS, composto por 6 detectores capazes de perceber a radiação, dependendo do ângulo de onde a explosão vinha, funcionando como uma curva matemática. Os detectores estavam dispostos ao longo das direções positivas e negativas dos eixos do satélite.
Os cientistas conseguiram captar através dos dados das sondas Venera 13 e 14, uma explosão espacial de raios gama a cada 3 dias. Este resultado foi três vezes melhor do que qualquer outra missão espacial anterior, somando um total de 44 explosões confirmadas registadas num curto espaço de tempo.
O que são explosões de raios gama?
As explosões de raios gama, também conhecidas pela sigla GRB (gamma-ray bursts), estão entre os eventos mais energéticos conhecidos no Universo. Elas são percebidas como emissões intensas de radiação que podem durar desde frações de segundo até vários minutos.
