Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com cientistas da Universidade de Bonn, na Alemanha, desenvolveram uma nova estratégia de vacinação contra a chikungunya. O método usa uma versão geneticamente modificada do vírus que consegue entrar nas células e estimular o sistema imunológico, mas é impedida de continuar se multiplicando no organismo.
A formulação ainda é experimental e foi testada apenas em camundongos. Nos experimentos, uma única dose foi suficiente para induzir uma resposta imunológica capaz de proteger os animais contra a infecção. O estudo foi publicado na revista científica na “npj Vaccines”.
A pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), propõe uma plataforma que tenta combinar duas características: a capacidade de estimular uma resposta imune semelhante à de vacinas que utilizam vírus vivos atenuados e a segurança associada a formulações que não conseguem se replicar continuamente.
O vírus da chikungunya precisa passar por um processo de maturação dentro das células para se tornar infeccioso. Uma das etapas envolve a ação da enzima furina, presente no organismo humano, que permite a exposição de uma proteína utilizada pelo vírus para invadir novas células.
Os pesquisadores alteraram geneticamente essa etapa. O vírus utilizado na formulação foi produzido de maneira que sua maturação dependa de uma enzima que não está presente em seres humanos nem em mosquitos.
