A busca por maior produtividade e automação nas propriedades rurais reposicionou o papel da mão de obra qualificada no campo, abrindo espaço para a liderança e presença feminina no setor.
Durante a exibição do quadro A Protagonista no Giro do Boi, Jaqueline Silva conversou com a especialista em gestão de pessoas e profissionalização rural, Jacqueline Lubaski. A consultora afirmou que a qualificação profissional é a ferramenta central para abrir novas portas de trabalho para as mulheres, permitindo que elas componham a renda familiar e assumam postos estratégicos no gerenciamento das fazendas.
A evolução nos índices de empregabilidade feminina ilustra a transformação cultural no agronegócio ao longo das últimas décadas. De acordo com Jacqueline Lubaski, no início dos anos 1990, a presença de mulheres em atividades agrícolas e pecuárias não ultrapassava a margem de 2%.
Atualmente, em propriedades assistidas por programas de gestão, a participação operacional feminina atinge pelo menos 23%, com fazendas registrando até 50% dos cargos de liderança e administração ocupados por mulheres. A busca por formações técnicas contínuas, impulsionada por parcerias com entidades como o SENAR, fortalece essa inserção.
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