O milho ganhou um novo motivo para subir. Depois de percorrer mais de 3 mil lavouras em sete estados norte-americanos, o Pro Farmer apresentou uma estimativa muito inferior à projeção oficial para a safra dos Estados Unidos.
A diferença não é pequena. São aproximadamente 17 milhões de toneladas a menos do que prevê o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA. Se essa redução for confirmada, haverá reflexos no preço, no comércio mundial e também dentro das fazendas brasileiras.
O campo contrariou a projeção oficial
O Pro Farmer estimou a produção norte-americana em cerca de 390 milhões de toneladas. O USDA trabalha com aproximadamente 407 milhões.
A produtividade encontrada no campo também ficou mais de 4% abaixo da projeção oficial. Os avaliadores observaram menor população de espigas, grãos mais curtos e lavouras bastante irregulares.
Isso não significa que os Estados Unidos terão uma safra pequena. Continuará sendo uma produção muito elevada. O que muda é a distância entre a oferta esperada e aquilo que efetivamente poderá ser colhido.
Em um mercado que trabalha com margens apertadas, retirar 17 milhões de toneladas da disponibilidade potencial faz diferença.
O comércio mundial começa a se reorganizar
Os Estados Unidos são o maior exportador mundial de milho. Quando sua produção diminui, os compradores procuram alternativas e o preço de Chicago tende a incorporar um prêmio de risco.
Brasil e Argentina aparecem como fornecedores naturais.
