Um debate cultural ressurgiu nos últimos meses no Irã em meio à turbulência da guerra e à reformulação da liderança linha-dura do país: como e se o uso do hijab (véu muçulmano) pelas mulheres deve ser obrigatório.
No auge do conflito com os Estados Unidos neste ano, mulheres sem o véu eram frequentemente vistas em reuniões pró-governo e na mídia estatal. O governo e as forças de segurança interna tinham questões mais urgentes para lidar.
Em um vídeo, uma mulher sem véu carregando uma bandeira iraniana disse que seu marido estava nas forças militares e que ela se orgulhava dele.
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Mas nas últimas semanas, cresceu o clamor pela volta de uma regra clara sobre o que clérigos e políticos conservadores chamam de “nudez pública”.
Muitas mulheres iranianas estão desafiando abertamente a regra, e as autoridades parecem cautelosas em lançar uma repressão, por ora. O regime aparenta ter prioridades mais urgentes, apresentar o conflito com os Estados Unidos como uma luta existencial, administrar as profundas consequências econômicas e reorganizar o aparato de segurança sob a liderança de Mojtaba Khamenei.
Ainda assim, a mídia estatal tem destacado reportagens sobre cafés e outros estabelecimentos sendo forçados a fechar por não cumprirem as regras de vestimenta.
