O navegador e escritor Amyr Klink, 70, refletiu sobre a adaptação de seu livro “Cem Dias Entre Céu e Mar”, um diário da travessia do Oceano Atlântico que realizou em 1985, para os cinemas, no filme “100 Dias”, dirigido por Carlos Saldanha.
À CNN Brasil, ele contou que ficou satisfeito com o resultado e que deu liberdade à produção para transformar o enredo em ficção.
“O filme foi extremamente cuidadoso em descrever as emoções que aconteceram, como o sentimento de desacreditamento, de dúvida e de crítica. É um recorte da história, que foi muito complexa, mas está muito bem contada, porque também traz as emoções que não foram durante a travessia, mas em momentos anteriores”, contou.
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Amyr Klink também relatou que o longa traduziu sentimentos que ele não conseguiu colocar em palavras em seu livro.
O navegador revelou à CNN Brasil que não interferiu no enredo de “100 Dias”, dando total liberdade ao diretor e aos responsáveis pela produção para adaptar sua história para as telonas.
“Eu poderia ser um desses autores chatos que ficam dando palpite, mas não foi bem assim. Na primeira reunião com o Saldanha, falei: ‘O livro é meu, mas o filme é seu. Entendo que é uma obra e eu não vou interferir, a menos que vocês peçam'”, narrou.
