O feijão carioca, tipo mais consumido no Brasil, está prestes a chegar à mesa dos consumidores de uma forma inédita: como ingrediente de alimentos industrializados. Isso será possível graças a uma proteína concentrada desenvolvida a partir da “bandinha” -os grãos quebrados e desvalorizados que sobram durante o processo de beneficiamento da leguminosa.
A inovação é fruto do trabalho de pesquisadores da PBIS (Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis), sediada no Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), em Campinas (SP). De acordo com a equipe, além de agregar valor a um subproduto agrícola, o novo ingrediente ajudará a reduzir a dependência da indústria alimentícia nacional de proteínas vegetais de soja ou ervilha, que hoje são, em grande parte, importadas.
“Nosso objetivo foi obter uma proteína de uma fonte vegetal brasileira. Como o Brasil é um grande produtor de feijão carioca, pensamos em transformá-lo em um ingrediente proteico para ser usado pela indústria alimentícia”, declarou Mitie Sonia Sadahira, pesquisadora do Ital e coordenadora do projeto, durante um encontro realizado em Campinas no dia 13 de agosto, com o objetivo de apresentar os resultados da PBIS.
