O Brasil registrou 19.138 novos veículos blindados no 1º semestre de 2026, alta de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da DFPC (Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados) do Exército, compilados pela Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem). No acumulado desde 2020, o número de blindagens ultrapassa 183,1 mil automóveis.
Responsável pelas autorizações e controle de blindagens no país, a DFPC registrou nos 6 primeiros meses do ano 17.290 processos para equipar carros civis com material blindado e 1.848 para adaptar veículos das chamadas OSOPs (Órgãos de Segurança e Ordem Pública), como polícias, guardas municipais e forças armadas.
São Paulo lidera o ranking nacional de blindagens no 1º semestre, com 10.307 (60% do total no país). Além de ter a maior economia, o maior mercado de carros e uma das maiores taxas de violência do Brasil, o Estado também concentra a maioria dos blindadores e fabricantes de materiais.
Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (2.398), Paraná (991), Minas Gerais (860) e Ceará (496). Juntos, os 5 Estados registraram 15.052 blindagens, cerca de 88% do total nacional.
A presidente da Abrablin, Andréia Canassa, afirma que São Paulo recebe carros de outros Estados para fazer blindagem: “Até por questão logística, de materiais, de entrega. A gente não tem muitos fabricantes fora do Estado”.
