As ações da Casas Bahia (BHIA3) caíram 14,29% na semana que passou. Saíram de R$ 0,49 na abertura de 2ª feira (17.ago.2026) para R$ 0,42 no fechamento do pregão de 6ª feira (21.ago).
O recuo se dá durante o agravamento da crise financeira da varejista, que registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no 2º trimestre e, com perda de R$ 11,2 bilhões no ano, entrou com pedido de recuperação judicial para reestruturar R$ 17,3 bilhões em dívidas. Os dados constam no balanço do 2º trimestre de 2026 da empresa. Eis a íntegra (PDF - 2 MB).
Em 19 de agosto de 2026, a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo deferiu parcialmente os pedidos da Casas Bahia e determinou a realização de uma perícia prévia para avaliar as condições financeiras e operacionais da companhia. O pedido de recuperação judicial, porém, ainda não foi deferido pela Justiça.
No mesmo mês, como parte da 2ª fase de seu plano de transformação, a empresa anunciou o fechamento de 298 lojas e uma nova rodada de cortes no quadro de funcionários. Cerca de 1.900 trabalhadores foram demitidos de 13 a 17 de agosto, mas a Justiça do Trabalho suspendeu provisoriamente os desligamentos.
PREJUÍZO DE R$ 11,2 BILHÕES
O balanço divulgado pela companhia dimensionou a deterioração financeira. A Casas Bahia registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 10,117 bilhões no 2º trimestre de 2026.
