O comércio vem passando por uma crise generalizada, com várias varejistas pedindo recuperação judicial. Nesta semana foram Casas Bahia, Lojas Marabraz e Estrela (de brinquedos). Na lista ainda estão Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly, Zinzane, CVLB (Casa & Video e Le Biscuit). Diante desses nomes de peso do varejo, os consumidores ficam com dúvidas sobre suas compras e parcelas.
Somente até abril deste ano, mais de 602 empresas estão nessa situação, conforme a Serasa Experian. A quantidade de companhias é um dos reflexos da economia sufocada por juros altos e inadimplência recorde das famílias (mais de 80%). Outros fatores também pesam. A Americanas, por exemplo, pediu socorro depois de problemas contábeis. Já outras tiveram dificuldade em digitalizar a operação e perderam espaço para os concorrentes nas compras on-line.
A proposta da recuperação judicial é possibilitar que a empresa possa sair da crise financeira evitando a decretação da falência. Para isso, a Justiça permite que dívidas sejam suspensas e reorganiza prazos para pagá-las aos poucos.
Apesar da renegociação das dívidas, nada muda para o consumidor. O Procon-SP e do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) esclarecem que a recuperação judicial, os direitos e obrigações previstos nos contratos continuam.
“A empresa continua tendo a obrigação de atender os pedidos e providenciar as entregas de produtos comprados na loja física ou online.
