Uma das doenças mais devastadoras e incapacitantes do mundo, a dor crônica é definida como uma dor persistente que se mantém para além do tempo normal de cicatrização dos tecidos. Estima-se que cerca de 10% da população seja afetada por essa condição, embora esses números possam chegar a 25%, dependendo dos critérios diagnósticos adotados.
Ao contrário da dor aguda, que surge logo após uma lesão ou doença, dura no máximo 30 dias e serve como “sinal de alerta” do corpo, a dor crônica não desaparece com a cura da causa (muitas vezes nem apresenta causa clara) e persiste por mais de três meses, sendo tratada como uma patologia em si.
Embora seja uma das principais causas de incapacidade no mundo, por afetar emoções, sono, cognição, motivação e relações sociais, essa condição crônica continua pouco compreendida, porque a rede cerebral envolvida nesses estados de dor de longo prazo ainda não havia sido totalmente mapeada.
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Agora, uma equipe internacional de cientistas, liderada por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia (UPenn), nos EUA, descobriu que, dentro de uma região do tronco cerebral chamada núcleo parabraquial lateral (lPBN), os neurônios Y1R atuam como uma espécie de “central de controle” (hub) que regula a dor persistente.
