A Justiça de São Paulo tornou réu o presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, depois de aceitar denúncia por associação criminosa, violência política e fraude eleitoral. O empresário enfrentará processo criminal por articular um esquema ilegal no partido e manter conexões com a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).
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O Ministério Público Estadual acusou a cúpula da legenda de fraudar a votação interna que elegeu Avalanche em fevereiro de 2024.
O grupo recrutou dezenas de pessoas para fingir que eram sócios fundadores da agremiação com documentos e assinaturas falsificados em atas oficiais.
Avalanche e seus aliados usaram senhas do sistema eleitoral para filiar opositores em outro partido e cancelar os registros no PRTB.
A ex-vice-presidente da sigla, Rachel de Carvalho, acionou a Justiça Eleitoral por sofrer ameaças de morte e agressões verbais do dirigente durante a disputa interna.
Gravações e patrimônio em cripto
Áudios revelados no inquérito mostram o presidente da sigla em conversas sobre o crime organizado.
Avalanche se vangloriou de atuar na soltura do traficante André do Rap e citou contatos do seu motorista com a liderança do grupo criminoso na capital paulista.
O patrimônio declarado pelo dirigente saltou 847 vezes em relação a 2018 e atingiu R$ 495,2 milhões.
A declaração enviada à Justiça Eleitoral concentra 99% do montante em criptomoedas.
