Rubén Rocha Moya, o governador mexicano acusado pelos Estados Unidos de ter vínculos com o narcotráfico, informou, neste sábado (22), que vai deixar o cargo novamente após ter anunciado, na véspera, a retomada de suas funções.
O governista, que já tinha se afastado do posto em maio, divulgou no X um documento no qual solicitou ao Congresso do estado mexicano de Sinaloa uma “licença temporária em caráter indeterminado”.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, se desvinculou do retorno de Rocha Moya ao cargo e, neste sábado, o criticou pela “arrogância” e por colocar seu “interesse pessoal” à frente do México.
Na sexta-feira, Rubén Rocha Moya, procurado por um tribunal americano por supostos vínculos com um cartel do narcotráfico mexicano, anunciou no X que reassumiria o governo do estado de Sinaloa, cargo que tinha deixado para ser investigado pelo Ministério Público mexicano.
Rocha Moya é um político próximo do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, antecessor de Sheinbaum e pai do atual movimento de esquerda no poder.
A presidente escreveu no X que “nunca nenhum interesse pessoal pode estar acima dos interesses do povo” e do México. “O poder sem princípios se torna arrogância; o poder sem limites, abuso”, acrescentou, sem citar nomes.
Mas, ao responder as perguntas de jornalistas sobre Rocha Moya neste sábado, a presidente fez alusão à sua mensagem no X.
