O líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, declarou neste sábado (22.ago.2026) que países que participarem da “guerra econômica” dos Estados Unidos contra o Irã serão considerados inimigos do país persa. As informações são da agência chinesa Xinhua, com base em declarações de Rezaei à emissora estatal iraniana Irib.
Rezaei afirmou que o Irã negociará com os países e pedirá que se mantenham fora do conflito, mas, caso recusem, terão seus interesses atingidos. Além disso, o iraniano disse que se países vizinhos optarem por se juntar ao cerco norte-americano, o Irã não permitirá que “nenhuma gota de petróleo” seja exportada pelo estreito de Ormuz.
“Estamos dizendo a todos os países vizinhos para não se juntarem à guerra econômica dos EUA; caso contrário, nós os consideraremos inimigos”, afirmou Rezaei.
O líder iraniano disse também que o estreito de Ormuz permanecerá fechado a menos que os Estados Unidos cumpram os compromissos estabelecidos no memorando de entendimento de paz assinado entre o Irã e os EUA em junho de 2026. Declarou ainda que o governo norte-americano deve agir 1º desta vez.
De acordo com a rede de notícias Al Jazeera, sediada no Qatar, o Ministério das Relações Exteriores do Irã considera as punições econômicas norte-americanas uma “declaração de guerra” contra todas as nações.
