Willian Barile Agati, homem apontado pelas autoridades como suspeito de ser uma das principais lideranças da alta cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital), passará por interrogatório na tarde do dia 22 de outubro de 2026. A decisão foi expedida na sexta-feira (21), pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), após denúncia do Ministério Público Federal em abril deste ano.
Segundo as investigações, o suspeito também seria uma espécie de “faz-tudo” e “elo” da facção com a máfia italiana ‘Ndrangheta’.
Ele é acusado pelo assassinato de Marco Antonio Carvalho, conhecido como “Marcos P2”, em abril de 2020. As apurações apontam que a execução do homem está ligada ao tráfico internacional de drogas.
Segundo o MP, “Marcos P2” foi morto, com diversos disparos de arma de fogo, enquanto estava em um estacionamento de um posto de combustível. Trabalhos da Polícia Federal, durante a Operação Mafiusi, disseram que a morte teria sido motivada por vingança e retaliação.
O motivo seria a subtração de duas cargas de cocaína, que segundo as investigações pertenciam a Agati e um parceiro conhecido como “Grilo”. O prejuízo estimado com a perda das drogas, que deveriam ter sido enviadas do Porto de Paranaguá para a Espanha, seria de cerca de US$ 4 milhões.
Agati está preso na Penitenciária Federal de Brasília desde janeiro de 2025.
À CNN Brasil, Eduardo Maurício, advogado de defesa de Willian Agatti, informou que o processo segue em segredo de justiça.
